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Escolhendo as Aplicações Financeiras

Publicada em 07/02/25 às 15:11h

Prof. Drauzio Rezende Jr


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Escolhendo as Aplicações Financeiras
 (Foto: Internet)
A realidade da pessoa preocupada com as finanças pessoais requer que ela esteja sempre fazendo escolhas sobre aplicações financeiras adequadas aos seus desejos e realidades. É muito comum que, para facilitar o processo, os poupadores copiem as estratégias de investimentos de pessoas bem-sucedidas ou sigam fielmente recomendações de investimentos de analistas financeiros sem uma reflexão profunda da aderência da proposta as próprias necessidades.

Este é um ponto muito importante. A não ser que você tenha contratado um assessor de investimentos para analisar a sua situação particular e estruturar os investimentos tendo em consideração a sua realidade, o assessor de investimentos não consegue fazer formulações específicas, ele cria estratégias gerais. E não há nada de errado com isso, ao contrário, trata-se de uma necessidade do trabalho dele, a de gerar estratégias que possam ser utilizadas pelos diversos tipos de público que faz investimentos e são atendidos por uma corretora. O errado é o poupador não conhecer a própria necessidade e estabelecer os próprios objetivos.

A ordem correta de ação é: conheça as suas necessidades e estabeleça os seus objetivos. Estabeleça o seu horizonte temporal e identifique o seu grau de aversão ao risco de “perdas” (a “desvalorização” do ativo em momentos de estresse do mercado). Mas, lembre-se, a perda, nesse caso, é apenas potencial, ela se torna real quanto, em momento de pânico, o investidor dá ordem de venda do ativo. É nesse momento que ele transforma uma perda potencial em perda real. Se não vender, tudo permanece no potencial. Mas esse é um assunto para outra coluna.

Voltando ao assunto de hoje, quando o investidor tem clareza de suas necessidades e objetivos, estando sozinho ou acompanhado de um assessor de investimentos, ele terá maior facilidade de identificar entre os inúmeros instrumentos financeiros possíveis, aquele que melhor se adequa as necessidades de sua reserva financeira.

Não se trata de o investidor e seus objetivos financeiros se adaptarem as características da aplicação financeira, mas antes, de o investidor escolher os ativos pelas características que o tornam adequados as suas necessidades e interesses.

Superada a etapa do autoconhecimento e definição de objetivos e estratégias de curto, médio e longo prazo, o poupador pode se debruçar sobre as diversas disponibilidades de aplicações. Uma primeira forma de dividir as aplicações financeiras, seria utilizando a nomenclatura muito conhecida: Renda Fixa e Renda Variável. Pode-se entender a Renda Fixa como sendo o empréstimo do investidor para uma organização, geralmente bancos. 

No caso dos CDBs/RDBs, o investidor está efetivamente emprestando esse dinheiro ao banco que promete devolver o valor em data futura previamente estabelecida e acrescido de juros.

 No caso das debêntures, o investidor empresta o dinheiro para uma empresa não financeira (empreiteira, varejista etc.) que, em troca, emite um título (a debênture) que estabelece quando e de que forma o dinheiro será devolvido e o valor de juros que será pago nesse empréstimo. Nesse tipo de operação, o risco de crédito está no não pagamento do combinado na data aprazada. Por isso, é necessário ver bem para quem está sendo feito o empréstimo e qual o rating, isto é, a reputação, do tomador de empréstimo. Essa informação é oferecida quando da publicação da oferta.

No caso da renda variável, o investidor está comprando participação acionária em um empreendimento que está no mercado. Ele adquire frações do negócio (as ações) e nessa aquisição está ganhando o direito de participar da distribuição de lucros que essa empresa fizer, no futuro. O lucro é distribuído com base na quantidade de ações que cada investidor possui. O risco na renda variável está na gestão da empresa, geralmente feita pelo fundador ou profissionais e no negócio em si que pode ou não ser bem-sucedido conforme a dinâmica do mercado. 

Todas as aplicações possuem os seus prós e contras. A definição da mais adequada dependerá, sempre, do perfil do investidor, dos objetivos e do horizonte temporal disponível para ele.

Conversaremos mais detalhadamente sobre as características de cada produto financeiro em nossas próximas colunas. Até lá! 

Prof. Drauzio Rezende Jr - Economista e contador. Presta consultoria para Micro e Pequenas Empresas e atua como professor no Mestrado em Ecodesenvolvimento e Gestão Ambiental e em cursos de graduação da UNITAU - Universidade de Taubaté. 




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