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Pensando em Economia

PENSANDO EM ECONOMIA: Definido o Montante de Reserva e Aplicando

Publicada em 29/01/25 às 17:09h

Prof. Drauzio Rezende Jr


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 (Foto: Internet)
Em nossa coluna anterior, conversamos sobre a necessidade e conveniência de construir um montante de reserva para enfrentamento de eventuais emergências. Agora, vamos tratar do tamanho desse montante e de sua aplicação.

Sabe-se que não é fácil fazer sobrar um valor para criar uma reserva, mas esse é um esforço necessário e muito recompensador. Assim, a chave do processo não é o valor, nem a rapidez, mas a constância e a criação de um hábito financeiro saudável. 

Dessa forma, a primeira questão é definir quanto do salário líquido, aquele que efetivamente entra em sua conta corrente, deve ser separado para a finalidade de reserva. Aqui cabe uma reflexão sobre adequação: deve ser uma quantia que você possa dispor.

 Em outras palavras, é necessário aprender e fazer render o salário sem aquela quantia que foi separada. Por isso, não pode ser um valor tão alto que vá fazer falta, o que destrói o processo logo no começo, nem um valor tão baixo que você mal perceba que fez uma economia. Assim, para começar, o ideal é que os valores estejam entre 5% e 10% do salário líquido, conforme a sua capacidade.

Tendo começado o processo, qual ou quais metas devem ser colocadas? O mais adequado é pensar em termos de montante de despesas mensais da família. Assim, uma primeira meta é conseguir acumular o equivalente a um mês de despesa mensal.

 Alcançada essa meta, pode-se buscar atingir reserva equivalente a dois meses de despesas. Para maior tranquilidade, tanto para profissionais celetistas quanto para autônomos ou empreendedores, uma reserva mínima deve ser de três meses, pois fornece um período de tempo para que se possa fazer modificações nos gastos em caso de desemprego, queda de faturamento ou acidentes de saúde. Observe que quanto maior a reserva, maior será o tempo disponibilizado para ajustes no orçamento familiar em caso de imprevistos.

 Verifique que o mínimo proposto é três meses, mas uma reserva de seis meses ou, até mesmo, de um ano proporcionam maior tranquilidade para toda a família. Portanto, vale a pena construir essa reserva do tamanho que a família considerar adequado, sem considerações quanto ao tempo necessário para atingir o objetivo, pois o importante é o processo. Obviamente, caso o leitor seja mais ansioso para bater a meta, ele pode acelerar o processo no início, quando possível, e desacelerar a acumulação quando necessário, pois o importante é ter um alvo e buscar atingí-lo.

Obtida quantidade monetária desejada para acumulação, que, por pressuposto, foi acumulada em uma caderneta de poupança, a pergunta seguinte é: onde manter esse valor, pois há muitas aplicações disponíveis. Nesse ponto, é importante estar atento a um conceito básico: a reserva de emergência existe para emergências, logo, deve estar prontamente disponível quando for necessário, sem demora e sem burocracia. 

O foco nesse caso é que o dinheiro acumulado seja protegido da inflação e tenha liquidez, que significa a facilidade de resgate. Aqui vem um grande aprendizado das Finanças: quanto maior a liquidez, menor o retorno. E quanto maior o retorno proposto, menor será a liquidez. Ou seja, para ganhar mais, é preciso aceitar um prazo de resgate mais alto. 

Assim, as aplicações que devem ser contempladas para reserva de valor são a própria caderneta de poupança, que nem sempre consegue proteger adequadamente da inflação, mas é de imediata liquidez e permite aplicação de pequenos valores. E aplicações conservadoras de Renda Fixa que podem ser o Tesouro Direito, que requer alguns cuidados e conhecimentos básicos antes de sua aplicação inicial, mas com boa liquidez; e as aplicações de CDB/RDB ofertadas pelos bancos que geralmente oferecem excelente liquidez e remuneração compatível com a proteção da inflação e manutenção do poder de compra do dinheiro. E para as aplicações ofertadas pelos bancos, também é necessária uma atenta avaliação das características dos produtos.

Falaremos sobre alguns produtos em nossos próximos encontros. Até lá! 

PENSANDO EM ECONOMIA - Prof. Drauzio Rezende Jr - Economista e contador. Presta consultoria para Micro e Pequenas Empresas e atua como professor no Mestrado em Ecodesenvolvimento e Gestão Ambiental e em cursos de graduação da UNITAU - Universidade de Taubaté. 



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